Câmara de Lisboa confirma negociações com a empresa austríaca.
Rui Rio e Luís Filipe Menezes criticam interferência do Estado
Quem viu as vertiginosas acrobacias que, nos últimos três anos, os aviões da Red Bull Air Race executaram sobre as águas do Douro, entre o casario das ribeiras do Porto e de Gala, pode ter presenciado uma cena que não se repetirá. A célebre corrida aérea poderá, já em 2010, mudar-se para Lisboa, faltando apenas concluir as negociações que a empresa sediada na Áustria tem mantido, desde há alguns meses, como Governo e a Câmara de Lisboa.
Manuel Brito, vereador do Desporto da Câmara de Lisboa, confirmou ontem ao PÚBLICO a existência de conversações no sentido de a capital vir a acolher aprova, ressalvando que esta possibilidade não está ainda concretizada e terá que ser ainda aprovada pelo executivo municipal. Já a Red Buli Portugal limitou-se a revelar um comunicado informando que a empresa ‘continua a trabalhar com as entidades competentes portuguesas no sentido de garantir a continuidade da Red Bull
Air Race no nosso país” – o que deixa em aberto todas as possibilidades.
Os contactos da Red Bull com as entidades oficiais portuguesas ao que oP1BLlC&apurotr, têm incidido particularmente no Turismo de Portugal, na Secretaria de Estado de Turismo e na Câmara de Lisboa, e ter-se-ão iniciado ainda antes das últimas eleições, por iniciativa da empresa austríaca. Pelo lado da Câmara de Lisboa, a possibilidade foi acolhida com entusiasmo pelo presidente da autarquia, António Costa, mas a conclusão das negociações estará ainda dependente de questões relacionadas com a segurança do corredor aéreo de acesso ao Aeroporto da Portela:
Na ponderação das vantagens e inconvenientes da eventual mudança, o Porto e Gaia levariam alguma vantagem neste item, uma vez que existe no Porto um pequeno aeródromo construído propositadamente no Parque da Cidade para receber as três últimas edições da Red Bull Air Race. O cenário do Douro tem ainda vantagens relacionadas com a largura do rio e a possibilidade de ter público em ambas as margens, mas, em sentido contrário, as duas cidades nortenhas contam com um clima mais instável e nomeadamente com as neblinas marítimas que, na última edição, em Setembro, só permitiram que os aviões levantassem voo no último dia da prova.
Manuel Brito considera, ainda assim, que o cenário lisboeta permitirá uma maior afluência de público e terá a vantagem suplementar de permitir um leque mais alargado de manobras horizontais, limitadas no Douro pela estreiteza do rio. Ao que foi possível apurar, estarão ainda a ser analisadas outras possibilidades, incluindo a
Transferência da prova para o Algarve.